Diálogos formativos entre Moçambique e Brasil (PDSE CAPES - UFMA/Brasil e UniRovuma/Moçambique)

Este projeto é resultado da experiência da doutoranda Soraia Sousa (bolsista PDSE/CAPES) que realizou estágio na Universidade Rovuma/Moçambique). O potencial de multiplicação, dessa experiência, manifesta-se de maneira concreta e estratégica, especialmente no campo da formação continuada de docentes em universidades e redes de ensino no Brasil e em Moçambique. A pesquisa oferece bases para a construção de propostas formativas situadas, capazes de dialogar diretamente com as realidades históricas, institucionais e culturais vivenciadas por educadoras e educadores em ambos os países. No caso brasileiro, abre caminhos para a consolidação de programas de formação que fortaleçam a implementação da Lei 10.639/03, enfrentem a subalternização epistemológica e promovam o reconhecimento de mulheres negras como produtoras de conhecimento. Em Moçambique, a pesquisa contribui para o fortalecimento de processos formativos que valorizem intelectuais locais e suas experiências na docência universitária. 

São percursos formativos que problematizam a colonialidade no ensino superior e incentivam a inserção de epistemologias africanas comprometidas com a realidade do país e do continente. Seu potencial multiplicador amplia-se por meio da construção de espaços formativos transnacionais, capazes de subsidiar a criação de outros projetos cooperativos entre instituições de ensino superior do Sul Global, possibilitando intercâmbios acadêmicos, encontros formativos virtuais, publicações compartilhadas e produção de materiais destinados a docentes afro-diáspóricos. 

 Neste espaço, serão disponibilizadas informações e recursos didáticos, como mapas, vídeos, banners que poderão ser estudados e utilizados por docentes em sala de aula sobre o contexto africano, especialmente a partir da experiência da doutoranda durante sua participação no PDSE/CAPES.

Projeto

Nossa Equipe


Soraia Lima Ribeiro de Sousa

Coordenadora

Raimunda Nonata da Silva Machado

Pesquisadora

Gabriele Viana Sousa

Assistente de Pesquisa

Roberto da Costa Joaquim Chaua

Pesquisador UniRovuma/Moçambique

O muro mental

Na Ilha de Moçambique não existe um muro de concreto separando seus habitantes. Ainda assim, muitos dizem que há um "muro mental".

Essa expressão faz referência às desigualdades históricas e sociais que marcaram a organização da ilha. De um lado, a Cidade de Pedra e Cal, marcada pelo patrimônio arquitetônico e pela ocupação das antigas elites coloniais. Do outro, a Cidade de Macuti, onde vive grande parte da população local, preservando modos de vida, tradições e práticas culturais que fazem parte da identidade moçambicana.

Mais do que uma divisão territorial, o muro mental representa as barreiras invisíveis construídas ao longo da história, que influenciam relações sociais, oportunidades e formas de ocupar o mesmo espaço.

Nesta postagem, o guia local Anise Ibrahim Abdul compartilha essa importante reflexão, convidando-nos a compreender como a história continua presente no cotidiano da Ilha de Moçambique.

Realização e Apoio


CAPES